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A economia do Espírito Santo segue entre as que mais crescem no País. Dados do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), divulgados pelo Banco Central, mostram que o Estado registrou crescimento de 3,9% no acumulado dos últimos 12 meses, o segundo melhor resultado entre os 14 Estados acompanhados pela instituição. O desempenho capixaba também impulsionou os resultados da Região Sudeste, que apresentou expansão de 1,6% no período, acima da média nacional de 1,4%.

Na comparação entre maio e abril, o Espírito Santo alcançou o melhor desempenho do Brasil, com crescimento de 4,4%. Na sequência aparecem Goiás (1,1%), Ceará (1,0%), Paraná (0,9%), Santa Catarina (0,8%), Minas Gerais (0,5%), Pernambuco (0,5%), Amazonas (0,1%) e Pará (0,1%).

À frente do Governo do Estado desde abril de 2026, Ricardo Ferraço (MDB) atribui o resultado ao ambiente de estabilidade, planejamento e parceria construído nos últimos anos, período em que também atuou como vice-governador e secretário de Desenvolvimento, na gestão do governador Renato Casagrande (PSB), que renunciou ao cargo no início de abril para se candidatar ao Senado Federal.

“Os dados consolidados pelo Banco Central, mostrando o Espírito Santo entre os líderes de crescimento do Brasil, comprovam que somos o Brasil que dá certo, que estamos no rumo e no ritmo certos. Eles demonstram o quanto estamos avançando na agricultura, no comércio, na indústria, na confiança e na capacidade empreendedora dos capixabas”, afirmou o governador.

Ricardo Ferraço destacou ainda que o Espírito Santo vem consolidando um processo de diversificação econômica, reduzindo sua dependência histórica da indústria do petróleo e do gás.

“A arrecadação derivada do petróleo e do gás já chegou a representar 20% da nossa economia. Hoje, representa cerca de 5%. O Espírito Santo encontrou seu caminho a partir da diversificação, reduzindo a dependência desse setor e fortalecendo novas vocações econômicas. Agora é continuar trabalhando com visão de futuro, planejamento e austeridade. É assim que vamos seguir gerando emprego, oportunidades e desenvolvimento para o nosso povo”, disse.

Antes de assumir o comando do Executivo estadual, Ricardo também esteve à frente da Secretaria de Desenvolvimento e coordenou, ao lado da equipe de Governo, as ações de enfrentamento aos impactos do chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos às exportações brasileiras.

Termômetro da economia

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) é um indicador criado para acompanhar o desempenho da economia brasileira de forma mais rápida e frequente. Ele funciona como um termômetro da atividade econômica, reunindo dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária. É divulgado mensalmente, permitindo uma leitura mais ágil da evolução econômica do país.

As aberturas setoriais do IBC-Br e uma versão do IBC-Br sem a agropecuária também estão disponíveis, o que permite análises desagregadas da atividade econômica.

Embora utilize um conjunto mais restrito de informações do que o PIB medido pelo IBGE, o IBC-Br se destaca por sua frequência mensal e divulgação mais rápida, cerca de 45 dias após o mês de referência. O IBC-Br é, portanto, um indicador complementar ao PIB. Enquanto o PIB oferece uma visão consolidada da economia, o IBC-Br ajuda a entender o “agora” da atividade econômica.

(Foto: Cid Costa/GovernoES)