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Tem-se tornado uma covardia com a população de Vitória, a Capital dos capixabas, quando se faz comparação entre as administrações municipais. Governada pela dupla Pazolini/Cris, Vitória virou chacota quando o assunto é política pública. Lorenzo Pazolini, o delegado de Polícia que já foi deputado estadual, assumiu o comando da Prefeitura de Vitória em janeiro de 2021. Foi reeleito em 2024 e renunciou ao cargo em abril de 2026, para se candidatar ao Governo do  Estado. Em seu lugar assumiu a empresária Cris Samorini (PP), que leva fama de ‘sargentona’ não porque sabe liderar, mas por conta de sua raiz ditatorial – a última, ela saiu derrotada ao pedir a cassação do vereador Professor Jocelino (PT) por ter apontado críticas à gestão dela.

E nesse rol de políticas pública, Vitória é a lanterna no quesito investimento esportivo na Região Metropolitana da Grande Vitória. Ocupa a última colocação dentre os municípios da Região Metropolitana da Grande Vitória, segundo dados do Tribunal de Contas do Estado. A cidade, governada pela dupla Pazolini/Cris, ocupa a 61ª no ranking estadual, com investimento de míseros R$ 4,54 por habitante – levando em conta que a Capital capixaba tem 343.400 habitantes.

Na liderança está Cariacica, do prefeito Euclério Sampaio (MDB), com investimento de R$ 14,27 por /habitante – possui 376.200 moradores. Também na frente de Vitória, vem a Serra, que, com 579.700 habitantes, aplicou R$ 14,07 por cada morador. Depois surge Vila Velha, que investiu R$ 14,04 por habitante. O município tem 506.800 moradores.

De acordo com o Tribunal de Contas, em termos absolutos, esses quatro municípios da Grande Vitória aplicaram mais recursos em esportes comunitários e de rendimento em 2025. Serra investiu R$ 8.159.178,76; Vila Velha aplicou no setor R$ 7.116,361,41; Cariacica vem a seguir com R$ 5.366.507,62; e Vitória, como sempre na lanterna, com R$ 1.558.402,11.

Segundo o órgão fiscalizador, em 2025 os municípios capixabas investiram um total de R$ 90,4 milhões em esportes comunitários e de rendimento. Esse investimento foi feito por 72 Prefeituras – seis delas não investiram, ou não lançaram o investimento de uma forma que permita a correta análise da despesa. De forma geral, o recurso foi utilizado na expansão e melhorias da rede física de escolas – como a construção de quadras esportivas –; construção, manutenção, conservação e gerenciamento de equipamentos esportivos nas cidades; promoção de atividades esportivas; realização de jogos municipais; entre outras ações.

De acorro com o Tribunal de Contas do Estado, para que a comparação entre diferentes municípios seja mais justa, calculou-se a despesa empenhada nas cidades dividida pelo número de habitantes. Assim, a área técnica do TC chegou ao investimento per capita em esportes feito por cada administração municipal. E, nesse caso, os municípios do interior do Estado dão de goleada.

A cidade com o maior investimento per capita em esporte é Marilândia, com um total de R$ 485,65 por habitante. A maior parte do recurso foi utilizada na expansão e melhorias da rede física – ensino fundamental, somando R$ 5,77 milhões. Outros R$ 237 mil foram gastos na manutenção de espaços esportivos.

Logo depois, aparece o município de São Roque do Canaã, utilizando R$ 394,86 por habitante. Fechando o pódio, aparece Presidente Kennedy, com R$ 195,87 reais investidos por cada habitante.  A lista com os 10 municípios que mais investem em esporte é completada por Ponto Belo, Rio Novo do Sul, Piúma, Jerônimo Monteiro, São Domingos do Norte, Laranja da Terra e Muniz Freire.