O presidente da Câmara Municipal de Vitória, Andersom Goggi (Republicanos), principal aliado da dobradinha Pazolini/Cris no Legislativo da Capital, protagonizou na segunda-feira (21/07) uma cena reprovável, deplorável, repugnante e gravíssima. Ao dar por encerrada, por falta de quórum, a sessão que poderia votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, o parlamentar levantou-se da cadeira da Presidência e, sem se importar com quem estava ao seu lado – havia, principalmente, servidoras da Casa –, disparou palavrões em alto e em bom som.
No momento da irritação de Goggi, a jornalista Jaciane Silote estava ao vivo para fazer o encerramento da transmissão da sessão pela TV Câmara Municipal. A profissional teve que parar por alguns segundos o que estava falando, para concluir após os palavrões disparados pelo presidente do Legislativo Municipal de Vitória.
A fala de Anderson Goggi ocorreu após o parlamentar demonstrar contrariedade com o esvaziamento do plenário, que impediu a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias, conforme interesse manifestado pela Prefeitura de Vitória. O ptresidente-boca-suja-da Câmara Municipal-de-Vitória se passa por evangélico, sempre informando que mantém forte atuação junto a instituições religiosas de matriz evangélica em seus bairros de base.
O esvaziamento aconteceu porque a prefeita Cris Samorini (PP) protocolou um requerimento no Legislativo pedindo que o presidente da Casa, Anderson Goggi, instaure um processo por quebra de decoro contra o vereador Professor Jocelino (PT) que resulte na perda do seu mandato parlamentar. Cris ficou irritada com uma postagem em redes sociais feitas pelo vereador petista.
E – pasmem! –, o petista Jocelino é superamigo do antecessor e parceiro político de Cris, Lorenzo Pazolini (Republicanos), que deixou o cargo em abril deste ano para disputar o Governo do Estado nas eleições de outubro. O documento foi lido na sessão de terça-feira e pegou todos de surpresa.
A manifestação de Jocelino que gerou a reação da prefeita Cris foi postada no dia 9 de julho no Instagram do vereador. Com a chamada de “urgente”, o título da postagem diz: “Empresa com contrato milionário, ligada à educação de Vitória, entra na mira da Polícia Federal. Na legenda, Professor Jocelino afirma que a “Operação Colosso de Areia”, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria Gera da União (CGU) no dia 8 de julho de 2026, investiga um esquema de fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e ocultação de recursos públicos que envolveriam contratos de quase R$ 1 bi nas áreas de saúde e educação.
Jocelino também escreveu que: “De acordo com as investigações, empresas ligadas ao esquema mantiveram contratos com diversos municípios capixabas, incluindo a Prefeitura de Vitória por meio da Secretaria Municipal de Educação. As apurações apontam o uso de empresas de fachada, subcontratações e movimentações financeiras atípicas para ocultar a origem dos recursos públicos”. E postou uma foto da Secretaria de Educação (Seme)
Para a prefeita Cris Samorini, Professor Jocelino associou a Prefeitura com fatos graves sem apresentar, na publicação, documentos que comprovassem a denúncia. “A conduta não se limita à crítica política. Ela associa visual e textualmente a Administração Municipal a crimes graves, projeta suspeita sobre a integridade dos contratos da educação municipal, compromete a confiança pública no serviço educacional e afeta a honra institucional do município e de seus agentes”, diz o requerimento.