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O Espírito Santo vai receber investimentos da ordem de US$ 7 bilhões (hoje, o equivalente a R$ 38,4 bilhões) até 2031 de empresas que atuam na cadeia de petróleo e gás natural. As informações constam na 9ª edição do Anuário da Indústria de Petróleo e Gás Natural no Estado, lançado na manhã desta terça-feira (14/04) pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), em evento no Palácio Anchieta, em Vitória. O documento, produzido pelo Observatório Findes, reúne os principais dados e análises do setor, além de apresentar projeções de investimentos e de produção de óleo e gás no Estado.

O maio volume de investimentos será feito pela Petrobras, num total de R$ 29 bilhões nos próximos quatro anos. Deste montante, pelo menos R$ 17 bilhões já se encontram em execução em território capixaba. A maior parte dos recursos da estatal vai ser aplicada na área de exploração e produção no Estado, com destaque para o processo de implantação do FPSP Maria Quitéria, no Parque das Baleais, que já entrou em operação no Sul capixaba em outubro de 2024, e se encontra em fase de ramp-up (ganho de produção) e de ajustes nessa unidade produtiva.

Além desse projeto, a Petrobras também vai investir em iniciativas relacionadas às áreas de refino, comercialização, gás e energia. O governador Ricardo Ferraço (MDB) destacou a parceria entre o setor produtivo e o Governo do Estado e agradeceu à Findes pela contribuição que dar ao desenvolvimento do Espírito Santo:

“Quero agradecer a todos os seguimentos da indústria pela contribuição que dar ao crescimento econômico e social do Estado. Temos forte parceria com todos os setores da sociedade. Os investimentos chegam ao Espírito Santo por conta do ambiente republicano e institucional que construímos. Temos aqui um ambiente de segurança jurídica e de previsibilidade”, afirmou Ricardo.

De acordo com o Observatório Findes, o segundo maior volume de investimentos previstos no Estado vai ser realizado pela Prio, no Campo de Wahoo, no valor de R% 4,5 bilhões.

 

Próximo pico da produção de petróleo no Estado será em 2027

De acordo com a 9ª edição do Anuário da Indústria de Petróleo e Gás Natural, o Espírito Santo caminha para atingir seu próximo pico de produção de petróleo e gás natural em 2027. O presidente da Findes, Paulo Baraona, destaca que a indústria de petróleo e gás é um dos pilares da economia capixaba:

“Ela foi importante há 20 anos e continua sendo hoje. No último ano, reassumimos a segunda posição entre os maiores produtores de petróleo do país, após seis anos. Para este ano, a expectativa é de continuidade do crescimento, e seguimos atentos ao próximo pico de produção e às formas de fazer com que ele gere impacto positivo em diferentes segmentos econômicos do Estado”, disse Baraona.

A gerente executiva do Observatório findes e economista-chefe da Findes, Marília Silva, aponta que o setor tem uma grande importância econômica para o Estado. “Esse é um segmento que gera empregos com salários melhores e que demanda diversos segmentos. Os dados do Ministério do Trabalho mostram que no Estado temos 652 empresas que fazem parte da cadeia produtiva do petróleo e gás, que juntas geram 17,2 mil empregos formais diretos, com salário médio de R$7.95-4,70”, comenta.

De acordo com o Anuário, entre 2025 e 2027 a produção de petróleo e gás no Estado deve crescer, em média, 13,5% ao ano, chegando a 248,4 mil barris de óleo por dia e 6,2 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural por dia. O destaque é a produção offshore (no mar), que terá incremento anual de 13,8%.

  • Impactos da indústria de petróleo e gás no ES
  • Produção de petróleo: 192,9 mil barris por dia em 2025 | 2ª colocação no país.
  • Produção de gás natural: 5,08 milhões de metros cúbicos dia em 2025 | 4ª colocação no país.
  • Reservas de petróleo: 94,5% estão em áreas offshore.
  • Projeção de produção: aumento anual de 13,5% (petról,eo) e de 10,6% (gás natural) entre 2025 e 2027.
  • Investimentos esperados no setor de petróleo e gás natural no ES até 2031: R$ 38,4 bilhões.
  • Empresas da cadeia produtiva do setor: 652 (7,3% a mais do que o registrado no último anuário).
  • Mercado de Trabalho: 17,2 mil empregos formais.
  • Salário médio: R$ R$ 7.954,70 (ES) e R$ 8.409,99 (Brasil).
                       Fontes: ANP, Rais e MDIC | Elaboração: OBSERVATÓRIO FINDES