O senador Magno Malta (PL) deverá ser candidato a governador do Espírito Santo nas eleições de 2026. Este é o desejo da família Bolsonaro, que colocou em movimento uma ofensiva para que o Partido Liberal lance candidatos a governador em todos os Estados, o que ameaça alianças e acordos até então adiantados com outros partidos. O plano é que o senador Flávio Bolsonaro (PL/Rio), pré-candidato a presidente da República, tenha palanque nos Estados A informação é do jornal O Globo.
De acordo com o jornal, encabeçado pelo senador e presidenciável Flávio Bolsonaro, o movimento mexe no tabuleiro das unidades mais populosas da federação — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro — e pressiona aliados locais. Em paralelo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro interveio no debate interno da direita que se dá na disputa pelo Senado em Santa Catarina.
Também já são mencionados, no PL, casos concretos de intervenção de Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se encontra preso depois de condenado pela acusação de tentativa de golpe de Espírito.
No Espírito Santo, por exemplo, O Globo informa que o diretório local do PL recuou nas negociações com o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, que é do Republicanos. Por isso, o plano é lançar ao governo o senador Magno Malta. Por outro lado, Magno, segundo aliados, gostou da ideia. Neste caso, ele lançaria uma chapa puro-sangue, colocando sua filha, Maguinha Malta ou o deputado federal Evair de Mello, na disputa ao senado. Se Evair foi o escolhido, Maguinha disputaria uma vaga na Câmara Federal.
Magno Malta não teria nada a perder caso decida seguir a orientação de Flávio e Michele Bolsonaro e se candidatar a governador. Ele pediria licença do Senado, durante a campanha, e, em caso de derrota na corrida para o Palácio Anchieta, teria ainda mais quatro anos como senador.
Aceitando entrar na disputa, o senador Magno fecharia de vez as portas do PL para as pretensões do ex-governador Paulo Hartung (PSD), que, conforme informou o Blog do Elimar Côrtes, vem se movimentando para interferir na legenda para impor, por meio do deputado federal Gilvan da Federal (PL), o nome do ex-prefeito de Linhares e ex-deputado estadual Guerino Zanon (PSD) no Partido Liberal para disputar a eleição para governador. Leia mais na reportagem Balcão de negócios: Hartung promete salvar Gilvan da Federal em troca de interferência no PL de Magno Malta
Hoje, a única pré-candidatura colocada oficialmente na disputa ao Executivo Estadual é a do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), que tem o apoio de diversos partidos e do grupo político liderado pelo governador Renato Casagrande (PSB). Lorenzo Pazolini se assanhou a entrar na disputa, porém, ainda não anunciou a sua pré-candidatura. A cada dia, o prefeito de Vitória tem menos apoio de lideranças políticas importantes.
Segundo O Globo, a estratégia de ter candidatos “puro-sangue” busca assegurar que os palanques sejam exclusivamente de Flávio Bolsonaro nos Estados, e não compartilhados com um eventual candidato da centro-direita, como os ventilados pelo PSD. Também visa reforçar a associação direta com o número 22, o que impulsiona os votos em legenda na eleição de deputado federal e pode, também, facilitar a vitória de nomes do PL nas disputas pelo Senado, um dos focos da família Bolsonaro em 2026.
(Primeira foto desta postagem é de A Gazeta)



