O governador Renato Casagrande (PSB) e o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil), demonstraram, novamente, uma importante sintonia em relação ao momento de polarização e discussões político-ideológica que atingem o País há algum tempo. Em solenidade realizada na tarde de terça-feira (25/11), no Palácio Anchieta, em Vitória, que marcou a sanção da Lei 12.639/2025 que isenta os produtores rurais da cobrança pelo uso da água em atividades agropecuárias e silvipastoris, eles criticaram com muita veemência o ativismo ideológico no Brasil.
“Diferentemente do que ocorre no Congresso Nacional, onde tudo costuma dar errado, aqui no Espírito Sano as coisas estão dando certo, porque atuamos com espírito republicano”, disse o presidente da Ales.
Marcel Santos, que deverá disputar uma das 10 vagas na Câmara Federal destinadas ao Espírito Santo, nas eleições de outubro de 2026, prosseguiu: “Faço aqui uma reflexão: O que o Congresso Nacional entrega ao País? Nada! A não ser discursos ideológicos, mas de concreto não entrega nada. A indústria transforma, o comércio distribui, as cidades se desenvolvem, mas quase nada disso nasce do Congresso Nacional. Não existe governo forte com Congresso fraco, assim como não existe Congresso sólido com governo enfraquecido.”
Segundo Marcelo Santos, o que existe na política nacional é a discórdia. Ressaltou que, enquanto em Brasília predominam disputas de vaidade, no Espírito Santo prevalece o compromisso com resultados: “Senadores e deputados gravam vídeos bonitos, fazem recortes e postam nas redes sociais. Recebem aplausos, mas nada disso vira prática. Aqui é diferente. Aqui o extremismo não paralisa o Estado.”
O presidente da Assembleia Legislativa frisou que, na Casa, “todos nós temos nossas ideologias, mas trabalhando em prol da população. Se a Ales pensasse igual ao Congresso, nada de bom estaria acontecendo aqui no Espírito Santo”.
Marcelo Santos é o autor do Projeto de Lei nº 759/2025, aprovado pelos deputados e que se transformou em Lei sancionada pelo governador Renato Casagrande: “Pedi aos colegas que subscrevessem o projeto e que sua aprovação rápida demonstra respeito ao setor rural capixaba. Puxamos este projeto para a frente porque entendemos seu impacto para o Espírito Santo”, disse o presidente da Ales, que completou:
“Esse é o Estado que nós construímos: responsável, ágil e comprometido.”
Sobre a Lei que isenta os produtores rurais da cobrança pelo uso da água em atividades agropecuárias e silvipastoris, o governador Renato Casagrande ressaltou que esse tipo de política pública somente é possível porque seu Governo organizou o Estado e o transformou por meio do diálogo com a sociedade e os demais Poderes: “O Espírito Santo tem se destacado por promover o diálogo. Sempre digo que nossa tarefa é cuidar, primeiro, do Espírito Santo. Não me interessam as disputas e lutas ideológicas que estamos vendo hoje no Brasil e no Estado”.
Casagrande disse mais: “Priorizo discutir o que interessa ao povo capixaba. Por isso o Espírito Santo vive uma verdadeira transformação social e econômica, uma transformação feita pela sociedade capixaba. É uma conquista de todo o povo.”.
O governador ressaltou ainda que o Espírito Santo tem fugido das grandes brigas ideológicas: “Há pessoas que brigam por coisas distantes de nós, por assuntos que não conhecem e deixam de lado o que está aqui. Aqui temos união com os Poderes e com toda sociedade.”



