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Candidata à vaga de desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo pelo Quinto Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ES), Flávia Brandão Maia Perez concedeu entrevista ao ‘site’ Blog do Elimar Côrtes em que fala de sua expectativa para a disputa. Advogada há 35 anos, e boa parte dedicada à própria Ordem, ela acredita que a experiência adquirida poderá ajudá-la a exercer a magistratura, no âmbito do segundo grau, caso seja a escolhida para a vaga do desembargador Annibal de Rezende Lima, que se aposentou este ano e era oriundo da Advocacia:

“O Quinto Constitucional é pensado para enriquecer o Judiciário, permitindo que se agregue a experiência de carreiras correlatas – Ministério Público e Advocacia. No caso específico da Advocacia, da qual faço parte e busco chegar à vaga, creio que a minha experiência poderá agregar uma maior dose de cidadania e vivência social, contribuindo, assim, para cada vez mais o aprimoramento da Justiça, somando assim as experiências em favor de uma maior aproximação entre Judiciário e sociedade, cujo anseio é cada dia maior”, afirma Flávia Brandão.

Ela tem mestrado em Segurança Pública pela Universidade de Vila Velha (UVV); é especialista em Direito de Família e Sucessões pelo Instituto Damásio de Direito, em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Direito Empresarial pela Consultime; e graduada em Direito pela Ufes. Flávia Brandão tem ainda uma grande atuação na OAB/ES, onde foi secretária-geral de 2010 a 2012; vice-presidente de 2013 a 2015; presidente da Comissão Especial de Família e Sucessões do Conselho Federal entre 2016 a 2018; conselheira Federal de 2016 a 2018; conselheira Estadual e diretora de Direitos Humanos entre 2019 a 2021; membro do Conselho Estadual da Mulher da OAB/ES em 2021; presidente da Comissão Especial de Família e Sucessões do Conselho Federal da Ordem entre 2016 a 2018; vice-presidente da Comissão Especial de Família e Sucessões do Conselho Federal de 2019 a 2022; membro Consultivo da Comissão Especial de Família e Sucessões do Conselho Federal de 2022 a junho de 2024.

Flávia Brandão é também membro do Centro de Estudos de Sociedade de Advogados e membro Nacional de Direito das Famílias e Sucessões na Associação Brasileira de Advogados. É associada fundadora do Instituto dos Advogados Capixabas; professora de Direito na Faculdade de Direito de Vitória (FDV); professora do curso de Direito na UVV de 2001 a 2007; presidente do Instituto Brasileiro de Família no Espírito Santo (IBDFAM) até junho de 2024; advogada-sócia Escritório Flávia Brandão Advogados.

A OAB/ES vai enviar uma lista sêxtupla ao Tribunal de Justiça, que será formada mediante uma primeira etapa de consulta direta de 12 nomes à classe, dentre as advogadas e advogados com inscrição deferida, efetivada por voto computado na forma eletrônica em todo o Estado. Ao todo, são 23 profissionais disputando a vaga. Após a consulta direta à Advocacia, haverá uma Sessão Extraordinária do Conselho Pleno da Seccional, onde os conselheiros e membros honorários vitalícios com direito a voto escolherão obrigatoriamente seis nomes. Posteriormente, a lista sêxtupla será enviada pela OAB-ES ao TJES, que, em seguida, reduzirá a lista para três nomes e a enviará para o governador Renato Casagrande (PSB), a quem caberá a escolha final do novo desembargador ou nova desembargadora. 

Blog do Elimar Côrtes – Quais são os pilares de sua campanha a eleição do Quinto Constitucional pela OAB/ES à vaga de desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo?

Flávia Brandão Maia Perez – Trago comigo para essa caminhada do Quinto Constitucional toda a minha trajetória de mais de 35 anos de advocacia, sempre cuidando de casos complexos com ética e profissionalismo. Trago também toda a minha experiência no sistema da Ordem dos Advogados do Brasil, onde já fui conselheira federal, secretária-geral adjunta, conselheira seccional e vice-presidente;  segunda advogada presidente da importantíssima Comissão da Mulher Advogada, primeira presidente da Comissão da Diversidade; diretora de Direitos Humanos, além de várias outras funções. A vaga do Quinto Constitucional é a chance da Advocacia se sentir representada no Tribunal, além de oxigenar o nosso egrégio Tribunal de Justiça.

Por isso, esses dois pilares são fundamentais nessa trajetória, porque vivo as dores e delícias da advocacia, conheço o sistema OAB por dentro, lutei pela classe durante muitos anos. Chego nessa caminhada com esses olhares, com essas nuances, pensando em exercer a função com uma posição de portas abertas, de olhar atencioso para todas as partes do processo, sabendo da importância da celeridade profissional, do respeito às prerrogativas e ao Sistema de Justiça.

– Como tem sido a resposta dos colegas às suas falas?

Estou sendo muito bem recebida em escritórios de Norte a Sul do Estado, em subseções e nos eventos da Advocacia que tenho participado, especialmente neste mês da Advocacia. É importante lembrar que essa é a minha rotina há muito tempo, não faço isso agora. O meu contato próximo com a Advocacia não começou com a trajetória do Quinto Constitucional e sim como advogada militante em todo o Estado e também com a minha vida de trabalho voluntário junto a OAB/ES que é muito antiga e em funções distintas. Estar com os advogados, com as advogadas, dialogar com eles apresentando minhas considerações sobre a caminhada ao Quinto Constitucional, conhecendo muitos dos colegas. E isso tem tornado a recepção, os encontros e, as respostas, as melhores possíveis, muitas vezes me emocionando. E o mais importante, sabendo quais os anseios que a classe tem para com um representante junto ao Tribunal de Justiça.

– Nenhuma mulher nunca foi escolha desembargadora do Tribunal do Justiça do Estado do Espírito Santo pela Advocacia. Está  na hora de quebrar esse tabu?

De fato, nunca uma mulher foi escolhida desembargadora pela Advocacia no nosso Estado, por mais que já tenhamos tido nomes excelentes concorrendo e já possuamos várias desembargadoras no Tribunal de Justiça. E desembargadoras que atuam com a máxima excelência, probidade e talento. Isso mostra que as mulheres advogadas podem e devem ocupar os mais diversos lugares da sociedade. Tenho certeza de que a Advocacia hoje também possui o olhar para as mulheres e fará a melhor escolha, pensando na paridade, no talento, na responsabilidade e na história especialmente das candidatas em igualdade com os demais candidatos.

– Se escolhida desembargadora, de que forma a senhora pretende aproveitar a experiência na vida forense lá no Tribunal?

O Quinto Constitucional é pensado para enriquecer o Judiciário, permitindo que se agregue a experiência de carreiras correlatas – Ministério Público e Advocacia. No caso específico da Advocacia, da qual faço parte e busco chegar à vaga, creio que a minha experiência poderá agregar uma maior dose de cidadania e vivência social, contribuindo, assim, para cada vez mais o aprimoramento da Justiça, somando assim as experiências em favor de uma maior aproximação entre Judiciário e sociedade, cujo anseio é cada dia maior.

– O que, na sua avaliação, poderia melhorar no Tribunal de Justiça no atendimento aos advogados caso a senhora seja escolhida nova desembargadora?

Portas abertas para a Advocacia é o mínimo que uma representante escolhida pela classe poderá ter. Pois é exatamente o que pedimos quando necessitamos enquanto advogadas e advogados. E juntamente, celeridade na apreciação de pedidos urgentes, especialmente, mas não somente, claro, quando envolvendo menores, idosos e saúde.