O chefe da Central de Apoio Multidisciplinar do Fórum de Venda Nova do Imigrante, Rafael Monteiro Teixeira Arndt, postou em suas redes sociais um vídeo em que comemora com gritos de “o bem venceu o mal” e a “a polícia” está “recuada”, os atos terroristas praticados por grupos de bolsonaristas, no último domingo (09/01), em Brasília. Ele, que entrou para o Tribunal de Justiça do Estado em novembro de 2012, após ser aprovado em concurso público para o cargo de Analista de Psicologia, é o primeiro suplente de deputado estadual no Espírito Santo pelo Partido Liberal (PL), o mesmo do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, que foi embora para os Estados Unidos no dia 30 de dezembro de 2022 só para não passar a faixa presidencial para seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A voz que aparece no vídeo, que está no Instagram, é de Rafael Monteiro, mas as imagens não deixam claro se ele estava presente em Brasília – a reportagem está tentando confirmar se ele participou presencialmente dos atos criminosos. Rafael ainda escreve o seguinte título no vídeo: ‘Revolução dos MANÉS ganha força!’. O termo “mané” se refere a uma reação do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao ser atacado por um atacado por manifestante brasileiros, que o questionou sobre a validade do código-fonte das urnas eletrônicas durante caminhada em Nova Iorque, em novembro de 2022. Na ocasião, visivelmente impaciente, Barroso virou-se para o homem e disse: “Perdeu, mané, não amola!”.
No vídeo, Rafael Monteiro, que obteve 10.004 votos nas eleições de outubro do ano passado, inicia a gravação dizendo que “estamos na Esplanada. Há aqui uma multidão de gente…Pessoal nós vencemos. O bem venceu o mal. Olha lá a polícia recuada. Entramos no Palácio, nos três Poderes”. Depois, completa: “Entramos. Há aqui milhares e milhares de pessoas. O bem venceu o mal”.
Das mais de 1.500 pessoas presas por conta dos atos criminosos em Brasília, pelo menos 10 são capixabas. Rafael Monteiro não está entre elas. Entre os presos estão radicais que atacaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o prédio do STF, inconformados com o resultado das últimas eleições. Eles destruíram móveis, quadros, computadores, instalações elétricas e hidráulicas, televisores e até roubaram armas. Aos gritos e aos xingamentos, pediram intervenção militar no País.



