Vila Velha, muito provavelmente, deve ser a única cidade do Brasil onde políticos extremistas da esquerda e da direita, pertencentes a partidos frontalmente opostos – como PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro – estão traindo o direcionamento ideológico de suas respectivas siglas partidárias para atuarem em parceria. Este acordo, no entanto, não é para que trabalhem de forma integrada, visando ajudar a melhorar a vida da população canela-verde e, sim, para que engendrem ações orquestradas de modo conjunto, com o único propósito de continuarem atacando a gestão municipal e atrapalhando o desenvolvimento de Vila Velha, como já vêm fazendo há algum tempo.
Recentemente flagrados em mais um encontro às escondidas – desta vez em um espaço discreto e reservado, localizado no segundo andar de um restaurante do Centro de Vila Velha –, os vereadores Fabiano Oliveira (PL) – conhecido como Pastor Fabiano –, da direita bolsonarista, e Rafael Primo (PT), da esquerda lulista, estiveram juntos novamente para reforçar o elo que os une em torno de um mesmo objetivo em comum: a sede de tentar causar desgastes políticos à boa imagem da administração realizada pelo prefeito Arnaldinho Borgo (PSDB).
A bizarra união de forças entre esses dois parlamentares de partidos antagônicos não só destoa completamente da disputa polarizada que há anos domina o cenário eleitoral brasileiro, como também desafia a lógica programática que distingue as plataformas políticas e ideológicas de suas próprias siglas partidárias. Essa controversa aliança de Pastor Fabiano com Rafael Primo não está focada em buscar soluções para ajudar a resolver os problemas de Vila Velha, ou em elaborar Projetos de Lei que possam contribuir com o ordenamento do município. Tanto que nenhum deles conseguiu colocar uma Lei sequer em vigor na cidade, após dois anos e meio de mandato. Ou seja, é muito discurso e nenhuma entrega. Mas, mesmo assim, ambos continuam trabalhando com afinco e dedicação, não a favor do povo e, sim, contra a gestão.
Apesar de ter sido reeleito em primeiro turno no pleito de 2024 com 80% dos votos, de liderar uma administração aprovada por 90% da população, e de implementar uma gestão pública moderna, eficiente e transparente, premiada nacionalmente pelo seu excelente desempenho em todos os indicadores – e também pelos bons resultados que vem conquistando nos mais diversos setores da municipalidade –, o prefeito Arnaldinho Borgo continua sendo alvo de perseguição desses dois vereadores.
Guiados pela intolerância, radicalismo, inconsequência e ódio, Pastor Fabiano e Rafael Primo já caminharam de mãos dadas várias vezes, seja para questionar decisões judiciais, seja para apoiar ocupações irregulares de áreas particulares, seja para fazer denúncias infundadas contra a gestão municipal e o prefeito de Vila Velha. O fato é que esses dois vereadores continuam seguindo juntos, em parceria, demonstrando total deslealdade para com os seus eleitores, que permanecem em lados opostos da política enquanto ambos se mantêm unidos, em um mesmo lado.
Vila Velha, entretanto, não precisa de alianças construídas na sombra. Precisa de representantes que esqueçam as suas diferenças partidárias, para defender os interesses da cidade, e não projetos pessoais ou disputas políticas rasteiras como essa. O petista Rafael Primo é pré-candidato a deputado federal e Pastor Fabiano Oliveira visa disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Por isso, os dois vereadores têm motivação eleitoral e atuam visando conquistar os votos dos eleitores que fazem parte do bloco de rejeição ao prefeito.
Pastor Fabiano já recebeu dos cofres públicos mais de meio milhão de reais em salários sem ter nenhuma lei aprovada
Mesmo sem ter conseguido aprovar uma única Lei sequer depois de dois anos e meio de mandato na Câmara Municipal de Vila Velha, o vereador Pastor Fabiano já recebeu dos cofres públicos mais de R$ 500 mil em salários e benefícios. O perfil dele no portal da Câmara de Vereadores (www.vilavelha.es.leg.br) revela que em quase 30 meses de mandato, apresentou somente 21 Projetos de Lei, o que corresponde a menos de um projeto por mês, em média. Na matemática simples, cada proposição dele custou aos contribuintes de Vila Velha o equivalente a mais de R$ 15 mil.