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O diretor de Assuntos Institucionais da Great Wall Motors (GWM) no Brasil, Ricardo Bastos, informou na manhã desta terça-feira (24/02), que a segurança institucional do Espírito Santo foi um dos motivos que levaram a multinacional chinesa a anunciar o Estado como sede de sua segunda fábrica de automóveis no Brasil e na América Latina. A afirmação do dirigente da empresa foi dada durante coletiva de imprensa, no Palácio Anchieta, em Vitória, em que a GWM apresentou o cronograma de implantação da fábrica em Aracruz, no litoral Norte capixaba.

A fábrica será instalada na zona industrial de Barra do Riacho, numa área de 1.979.397 metros quadrados destinados à implantação do projeto e à integração com a estrutura logística do Parklog/ES. De acordo com Ricardo Bastos, o empreendimento prevê uma planta automotiva com processo produtivo completo (estamparia, soldagem, pintura e montagem final) com capacidade anual de até 200 mil veículos.

“A fase de implantação deve mobilizar entre 1.500 e 3.500 trabalhadores da construção civil. Na operação, a estimativa é de até 10 mil empregos diretos e indiretos”, disse o dirigente da fábrica chinesa.

Sobre os critérios de escolha do Espírito Santo, ele acrescentou que os oito anos de gestão do governador Renato Casagrande (PSB), a serem completados no final de 2026, contribuem para a segurança institucional, ao mesmo tempo em que a forma com que o Governo é administrado balizou a decisão da empresa. A fábrica da China era também disputada por outros Estados, segundo Ricardo Bastos.

“Claro, certamente”, disse Bastos ao ser indagado pelo ‘site’ Blog do Elimar Côrtes sobre a tamanho da segurança institucional do Estado na tomada de decisão. “Certamente, o histórico do Estado, não só na gestão agora governador Renato Casagrande, completando oito anos, mas todo o histórico do Espírito Santo também. Esse é critério que a gente usa bastante”, completou o diretor de Assuntos Institucionais da GWM Brasil.

Ricardo Bastos explicou que, além do Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul, vários outros Estados disputaram a sede da fábrica: Este não é o nosso primeiro projeto, a gente já inaugurou uma fábrica o ano passado em São Paulo. Já estamos aqui no Brasil há algum tempo e é claro que a gente olhou o Brasil inteiro. Tivemos contato com vários outros Estados. Olhamos muito o Brasil. E, é claro, o Espírito Santo ofereceu condições espetaculares. Aqui no Espírito Santo a gente tem um projeto e um apoio do Estado. E, obviamente, a gestão do governo que está sendo feito aqui, independente de qualquer motivação política, foi muito boa.”

Ele disse mais: “A escolha obviamente passou por critérios técnicos. Muitas análises, questões de competitividade. Não é um projeto simples, é um projeto complexo, mas foram vários Estados nos procuraram. O  mais importante é que esse projeto venha para o Brasil, acho que essa sempre foi a nossa premissa, a gente não pode perder esse projeto para nenhum outro país no mundo.”

Sobre as expectativas que espera encontra em solo capixaba, Ricardo Bastos foi taxativo: “Queremos ser  muito competitivos. Ter a competitividade chinesa. A gente quer brigar em competitividade lá com a nossa matriz. Esse é o nosso desafio.”