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“Não vou responder. O povo conhece o resultado da gestão de um e o resultado da gestão do outro. É só ver o resultado das gestões que está aí a resposta.” Foi desta forma que o governador Renato Casagrande (PSB) se manifestou, na manhã desta sexta-feira (30/01), em relação a uma fala do ex-governador Paulo Hartung (PSD) sobre o futuro do Espírito Santo. A reação der Casagrande se deu em entrevista ao Blog do Elimar Côrtes, assim que ele desembarcou do helicóptero, em Iconha, onde esteve para entregar diversas obras.Em entrevista ao programa ‘EntreVistas’, do ES Hoje, Hartung afirmou que as lideranças políticas e empresariais capixabas estão “acomodadas” e não implantando políticas econômicas visando futuro do Estado.

Paulo Hartung está mesmo desconectado do Espírito Santo. Desde 1º de janeiro de 2019, quando deixou o governo do Estado – para ser substituído por Casagrande –, ele está morando e “trabalhando” em São Paulo. Em meados de 2025, no entanto, às vésperas de eleições gerais marcadas para este ano de 2026, ele ensaia um retorno e, na entrevista ao ES Hoje, se não mentiu, demonstrou total desconhecimento da transformação que o Estado vem passando.

Renato Casagrande não precisa mesmo ficar respondendo aos delírios de Paulo Hartung, porque os números comprovam as diferenças entre a sua gestão com a do antecessor. No palanque montado na Praça Central ‘Seo Marcos’, no Centro de Iconha, falou do que mais gosta de fazer: trabalhar. “Encerramos oito anos de governo no ano passado, parece que foi ontem. Entregamos muitas obras. Não podemos parar. Em 2025, investimos  R$ 4,8 bilhões em infraestruturas; o meu antecessor investiu R$ 812 milhões em quatro anos”, descreveu Casagrande.

No dia em que a entrevista de Hartung foi ao ar – segunda-feira (27/01) –, o governador Renato Casagrande lançava o Fundo de Descarbonização do Espírito Santo, que nasce com um fundo de quase R$ 1 bilhão. Trata-se de um fundo de investimento criado pelo Governo capixaba para financiar projetos de transição energética e descarbonização, com recursos provenientes do Fundo Soberano e cotistas interessados como empresas, bancos ou organizações multilaterais.

O Fundo integra um conjunto de estratégias, ações e políticas públicas necessárias para a neutralização das emissões de GEE até 2050. Como meta intermediária, o Plano prevê o alcance de 27% de redução das emissões até 2030. Isso é pensar no futuro do Estado, do País e do Planeta.

Paulo Hartung desconhece – ou finge  desconhecer – também que, no dia 3 de julho de 2025, o governador Casagrande lançou o Plano de Desenvolvimento de Longo Prazo ES 500 Anos, iniciativa que inaugura um novo capítulo no planejamento de longo prazo do Espírito Santo. O plano estabelece metas e estratégias claras para promover o desenvolvimento sustentável do Estado até 2035, com foco em cinco missões: economia diversificada, inovadora e sustentável; polo de competências; cuidado integral; sustentabilidade e resiliência climática; e um Espírito Santo ágil e inteligente.

Vale ressaltar a estratégia inovadora de governança do plano. É uma governança compartilhada entre setor público, setor produtivo, academia e sociedade civil organizada. A construção do ES 500 Anos contou com 10 Oficinas Regionais; 34 Oficinas Temáticas; 120 entrevistas com especialistas; e 2.000 pessoas foram envolvidas diretamente.

O Plano tem cinco missões, 29 objetivos e 136 iniciativas. O ES500 Anos atua com a Economia diversificada, inovadora e sustentável; Polo de competências; Cuidado Integral; Sustentabilidade e Resiliência Climática; e ES Ágil e Inteligente.

No dia 14 de janeiro de 2026, o governador Casagrande lançou o Plano Estratégico de Marketing Turístico do Espírito Santo (2026–2030), marcando, assim, um momento inédito para o desenvolvimento do turismo capixaba. No anúncio, o governador Renato Casagrande afirmou que parte do Plano já começou a ser executado e conta com o apoio dos empresários e entidades para fortalecer o turismo.

O plano de investimento de mais de R$ 26 milhões para a promoção e o desenvolvimento do turismo no Estado, o Plano de Marketing analisou os segmentos estratégicos de atuação, como destinos-chave, públicos e canais de promoção e venda. Um dos pontos abordados na apresentação foi o da experiência positiva do turista no Espírito Santo.

No dia 12 de maio de 2015, em missão oficial nos Estados Unidos, o governador Renato Casagrande apresentou três iniciativas para impulsionar a atração de investimentos e reforçar o compromisso do Governo no combate às mudanças climáticas. Foi anunciada a criação do “Invest-ES” com o objetivo de promover as potencialidades do Estado no cenário nacional e internacional, além do projeto de autossuficiência energética da Cesan com foco em energia renovável e a chamada pública para gestores do Fundo de Descarbonização.

O lançamento das iniciativas ocorreu durante a participação do mandatário capixaba do evento Brazilian Regional Markets (BRM), realizado no Harvard Club de Nova York, em Nova York – organizado pela Apex Partners. O encontro reuniu lideranças políticas e empresariais para apresentar oportunidades de negócios nas regiões mais dinâmicas do Brasil.

Como resultado prático da criação da Agência de Atração de Novos Negócios, o Estado vai receber a fábrica da montadora chinesa GWM, que, no dia 14 de janeiro de 2026 assinou um Termo de Compromisso com o Governo do Espírito Santo. A fábrica será instalada em Aracruz. O ato foi assinado pelo vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), que na ocasião se encontrava.

Tem mais: torna-se impossível a   comparação entre os investimentos feitos em infraestrutura pelo governo Casagrande com o que seu antecessor fez. De 2015 a 2018, na gestão de Paulo Hartung, os investimentos do Governo do Estado em infraestruturas foram de R$ 812 milhões nos quatro anos. De 2019 até 2025, Casagrande já investiu R$ 12.300.000,00.

Os investimentos em infraestrutura significam que o Governo do Espírito Santo está olhando para o futuro, atraindo mais negócios privados, aumentando a geração de empregos e, ao mesmo tempo, potencializando os negócios já existentes, como o escoamento da agricultura, por exemplo.