A Companha Espírito-Santense de Saneamento (Cesan) tem sido alvo de criminosos, que estão roubando água tratada e, em alguns casos, vendendo para moradores. Os atos criminosos descobertos nos últimos dias ocorreram em Guarapari. O último flagrante dado por técnicos da Cesan e pela Polícia Militar foi em um rancho localizado na região de Nova Guarapari. As equipes identificaram o desvio diário de cerca de 36 mil litros de água tratada da rede pública, volume suficiente para abastecer aproximadamente 240 pessoas por dia.
A água roubada era utilizada para abastecer duas caixas d’água e um lago existente no imóvel. A estrutura clandestina foi imediatamente retirada, interrompendo o furto de água. O caseiro do rancho, que se encontrava no imóvel no momento da fiscalização, foi conduzido à Delegacia Regional de Guarapari para os procedimentos legais. O proprietário não estava no local. Policiais militares e técnicos também se deslocaram até a residência do responsável pelo imóvel, mas ele não foi localizado.
Esta é a sexta ação realizada pela Cesan em parceria com a Polícia Militar somente em Guarapari na última semana, reforçando o trabalho contínuo de fiscalização e combate ao furto de água no município. As operações foram intensificadas após episódios recentes de irregularidades que comprometeram o sistema de abastecimento e impactaram diretamente a população.
“A Cesan alerta que o furto de água é crime, gera prejuízos ao sistema, sobrecarrega a operação e afeta moradores que utilizam o serviço de forma regular. A Companhia seguirá atuando de forma rigorosa para proteger o abastecimento público e garantir o uso justo da água”, afirma o presidente da empresa, Munir Abud.
A Cesan também reforça seu compromisso com a segurança hídrica, o uso responsável da água e o enfrentamento às práticas ilegais que afetam diretamente a coletividade. A empresa segue intensificando a fiscalização e orienta a população a denunciar irregularidades de forma anônima, por meio do telefone 115, do aplicativo Cesan ou do WhatsApp (27) 3422-0115.
Em entrevista à TV Vitória no dia 2 de janeiro de 2026, o presidente Munir Abud relembrou que no verão 2024/2025 Guarapari não registrou intercorrências durante o período do verão, mas que delitos como roubo de água no bairro Cachoeirinha trouxeram o problema de volta este ano.
“Eliminamos algumas ligações irregulares, ligações essas que correspondiam a um bairro inteiro, roubando água da Cesan, que deveria ser direcionada à população que tanto precisa. Ato contínuo, essa população, revoltada com a atuação da Cesan, que combateu um crime que estava sendo praticado, vandalizou a nossa captação de água e isso acabou gerando um desabastecimento na cidade”, detalhou Munir.
No dia 30 de dezembro de 2025, a Cesan identificou a violação da rede de abastecimento de água na localidade de Cachoeirinha, em Guarapari. A ação irregular envolveu o desvio de água para um haras, diversos sítios da região e aproximadamente 500 moradias, sem qualquer autorização da Companhia. Carros da empresa foram destruídos e o sistema de captação de água foi sabotado por moradores.
As práticas ilegais têm comprometido o equilíbrio do sistema em diferentes áreas do município. Diante da irregularidade, a Companhia realizou o corte do fornecimento de água nos pontos identificados, conforme prevê a legislação e assim fará em outros locais com situações semelhantes. A medida gerou reação por parte de alguns moradores, mas foi necessária para conter os desvios e preservar o abastecimento coletivo.
No início da tarde do dia 4 de janeiro de 2026, o caseiro de um sítio localizado na região de Cachoeirinha/Rio Conceição foi conduzido à Delegacia Regional de Guarapari pela Polícia Militar após a confirmação de uma ligação clandestina de água em sua propriedade, prática popularmente conhecida como “gato”. A ação foi desencadeada a partir de denúncia recebida pela Cesan, indicando irregularidade na propriedade do sitiante Argentino Dias.
Equipes operacionais da Cesan e a PM estiveram no local e constataram o furto de água, que abastecia a propriedade, inclusive com um lago de grandes proporções. Diante da irregularidade, a Companhia providenciou a retirada imediata da ligação clandestina e o caseiro, que era quem estava presente no momento, foi encaminhado à delegacia para as providências cabíveis.
Na quarta-feira (07/01) passada, técnicos da Cesan e policiais militares flagraram mais furto de água em um imóvel situado na localidade de Cachoeirinha. Um homem foi preso, após a confirmação de ligação clandestina na rede de abastecimento e a tubulação foi recolhida pela Companhia. Durante a abordagem, o responsável pelo imóvel alegou que, ao adquirir a propriedade, há cerca de oito anos, a ligação de água já existia no local. A Cesan destaca que as ações de fiscalização foram intensificadas após os episódios registrados na virada do ano, também em Cachoeirinha, quando vândalos destruíram a estrutura de captação de água da Companhia, comprometendo o abastecimento da região e de áreas vizinhas.
Na manhã do dia quinta-feira (08/01), a Cesan e a PM realizaram o corte de mais uma ligação irregular de água na localidade de Cachoeirinha. No local, os técnicos identificaram um “gato”, que desviava água diretamente da tubulação de água tratada da Cesan. O desvio era composto por três tubulações, comprometendo o equilíbrio do sistema e prejudicando o abastecimento de clientes regulares. A ligação irregular foi imediatamente retirada pelas equipes da Companhia.
No dia 9 de janeiro de 2026, a Cesan realizou o corte de mais uma ligação clandestina de água na localidade de Cachoeirinha. A ação integrou o conjunto de fiscalizações que vêm sendo intensificadas pela Companhia, em parceria com a Polícia Militar, com o objetivo de coibir furtos de água e preservar o sistema de abastecimento. A irregularidade foi identificada após denúncia anônima.
Durante a fiscalização em um rio próximo a um restaurante da região, a equipe técnica da Cesan constatou a existência de uma ligação clandestina, caracterizada por um cano conectado diretamente ao estabelecimento. O responsável pelo imóvel foi conduzido à Delegacia Regional de Guarapari para prestar os devidos esclarecimentos.



