Era evidente que a participação do conjunto brasileiro no Mundial de Ginástica Rítmica gerava expectativas. Quando alguém disse que deixou de acreditar em pódio, era porque acreditava. E o time formado por Duda Arakaki, Nicole Pircio, Sofia Madeira, Mariana Gonçalves e Maria Paula Caminha brilhou na quadra da Arena Carioca 1, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro. Com apresentações impecáveis, uma delas ao som do clássico “Evidências”, da dupla Chitãozinho e Xororó, as representantes do Brasil levantaram o público e conquistaram os juízes no sábado (23/08). O somatório de 55.250 na prova geral garantiu uma prata inédita, a só 0.300 do campeão Japão.
“Foi maravilhoso, a melhor competição da minha vida. Estávamos leves e felizes. Treinamos muito para isso. A cada movimento, sentíamos que a torcida vinha junto conosco. Tentamos manter o foco, porque não podíamos nos emocionar. Também foi perfeito ter as nossas famílias ali assistindo, comentou Duda, capitã da seleção.
Ao todo, 36 conjuntos se apresentaram no sábado, dia que teve atrasos por causa de problemas com o placar. As notas das duas séries foram somadas, o que definiu a classificação da prova geral, disputada nas Olimpíadas. Na disputa, o Brasil, que somou o total de 55.250 pontos, ficou atrás apenas do Japão, que alcançou 55.550. A medalha de bronze foi garantida pela Espanha, com 54.750 de pontuação. Ao som de “Evidências”, o conjunto conquistou 27.850 pontos na série com 3 arcos e 2 bolas, emocionando o público. Na sequência, voltou à arena com a série das cinco fitas, em uma coreografia que celebrou a cultura brasileira, alcançando 27.400 pontos.
“É muito bom ver nosso sonho sendo realizado depois de tantos anos de trabalho. Deus é tão maravilhoso que colocou a gente dentro da nossa casa, cheia de torcida, familiares e com o nosso time no mais alto nível. Foi a chance da nossa vida e, graças a Deus, com muito trabalho conseguimos essa medalha”, celebrou a treinadora Camila Ferezin em coletiva de imprensa após a cerimônia de pódio.
“Como em todos os momentos da nossa vida, os bons e os ruins, a gente superou trabalhando. E dessa vez não seria diferente. A medalha chegou para concretizar tudo o que trabalhamos nesses anos. Brigamos por medalha em etapas de Copa do Mundo, Mundial, e ela chegou”, declarou a capitã da seleção, Duda Arakaki.
As oito melhores equipes em cada série também avançaram às finais por aparelhos do domingo. O Brasil ficou em terceiro nas três bolas e dois arcos (27.850), atrás de japonesas (28.350) e espanholas (28.250). Nas cinco fitas, passou com a segunda posição (27.400), superado apenas pela Bulgária (27.750). Ou seja, é possível que mais medalhas estejam a caminho no Mundial.
(Com informações do GE e Agência Brasil)



