O Governo do Estado deu um passo importante para resolver um problema que atinge centenas de pessoas que aguardando há muito tempo para realizar uma cirurgia de alta complexidade, que é a cirurgia de quadril. A Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) deu início a uma nova etapa do Plano Estadual de Redução do Tempo de Espera por Cirurgias Eletivas (OperaES), com o Hospital Estadual Central (HEC), localizado no Parque Moscoso, em Vitória, passando a executar artroplastia total de quadril.
O anúncio foi feito pelo governador Renato Casagrande (PSB) e pelo secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, que realizaram uma visita ao Hospital Central, na manhã desta quarta-feira (28/05). Os dois informaram que vão ser ofertadas 480 cirurgias de quadril no prazo de 10 meses, uma média de 48 cirurgias por mês. O investimento do Tesouro Estadual será da ordem de R$ 13,6 milhões ao ano.
Esse tipo de cirurgia substitui a articulação do quadril danificada por uma articulação artificial, ou seja, uma prótese, e será voltada a pacientes com indicação para esse tipo de procedimento. A mobilização inclui a realização de 20 cirurgias com prótese cerâmica, 20 com prótese metálica e oito cirurgias de revisão por mês, além de mobilizar equipes multiprofissionais especializadas e insumos específicos.
“Com o OperaES, estamos avançando na garantia do acesso à saúde pública com ações concretas. Estamos falando de pessoas com dor crônica e mobilidade comprometida que agora terão a chance de recuperar qualidade de vida e dignidade”, afirmou o secretário da Saúde, Tyago Hoffmann.
O governador comentou que o investimento feito pelo Executivo Estadual para acelerar a realização das cirurgias de quadril visa dar mais conforto e qualidade de vida às pessoas e zerar a fila de espera por esse tipo de procedimento no Espírito Santo:
“A cirurgia de quadril é a mais complexa da ortopedia e tínhamos dificuldade de fornecedor para realizá-las e queremos atender todas as pessoas que estão na fila. A gente inicia o processo agora para atender quem necessita e queremos que o serviço seja permanente para que as próximas pessoas que precisarem tenham a cirurgia disponível. Vamos fortalecendo o SUS capixaba para que nossa população possa ser atendida com rapidez e eficiência. São ações como estas que nos colocaram, ao lado de Santa Catarina, com expectativa de vida acima dos 80 anos, bem acima da média nacional”, afirmou o governador Casagrande, que completou:
“Então, para nós, é um conforto, uma qualidade, é um caminho que a gente encontra nesse tipo de cirurgia para poder ofertar qualidade de vida aos que estão precisando. Então, para nós é uma alegria poder fazer um investimento importante aqui no Hospital Central, que é um hospital para nós de referência em diversas especialidades”.
O perfil de pacientes que aguardam pela cirurgia de quadril é, em sua maioria, de idosos com mobilidade reduzida. “Ao priorizar esses casos, o Governo do Estado reforça os princípios de equidade e integralidade do SUS [Sistema Único de Saúde], além de promover reabilitação funcional e melhora concreta na vida das pessoas”, afirmou o secretário Tyago Hoffmann.
Antigo São José, o HEC é um hospital estadual gerido pela Fundação iNOVA Capixaba. “Estamos empenhados em garantir a qualidade assistencial para que esses procedimentos sejam realizados com excelência e segurança. Reafirmamos nosso compromisso com a gestão eficiente e humanizada, trabalhando em parceria com o Governo do Estado para ampliar o acesso à saúde pública de qualidade”, disse o diretor-geral da iNOVA Capixaba Rafael Amorim.
Tyago Hoffman comentou ainda que a cirurgia do quadril é, hoje, considerada a de mais alta complexidade na ortopedia, “porque é a prótese de quadril, ou seja, você substitui a parte óssea da pessoa por uma prótese metálica, uma liga de titânio ou outra liga metálica. Então é uma cirurgia de altíssima complexidade para pacientes que tiveram alguma doença no quadril algum trauma.”
O secretário acrescentou, entretanto, que esse tipo de procedimento não é a maior fila com pessoas na lista de espera, “mas é o nosso maior tempo de espera na ortopedia pela complexidade da cirurgia. Por isso, hoje damos um passo importante para resolver um problema de pessoas que estão aguardando há muito tempo para uma cirurgia de alta complexidade que é essa cirurgia de quadril.”
Tyago Hoffmann garantiu mais: “De agora em diante temos um serviço para atender o cidadão capixaba de forma contínua. Então, os novos pacientes que precisarem vão ter o Hospital Central como uma referência. E é também um passo importante que nós estamos adotando um padrão na Secretaria de Saúde da linha de cuidado. Ou seja, o paciente não vai ficar perambulando em vários lugares. Ele vai vir quando o problema dele for o problema de quadril. Ele vai vir aqui para o Hospital Central, vai fazer a consulta aqui, vai fazer os exames aqui, vai fazer a cirurgia e depois vai fazer também o acompanhamento do pós-cirúrgico aqui com a equipe do Hospital Central.”
Visita a uma paciente
No hospital, Renato Casagrande e Tyago Hoffmann visitaram dona Maria Aparecida, moradora de Piúma, que na segunda-feira (26/05) fez a cirurgia de quadril. O governador conversou com a paciente, a quem desejou pronta recuperação. Ela terá alta e já pode começar a anda normalmente, segundo os médicos. Casagrande gravou um vídeo com a paciente.
Dona Maria Aparecida disse que estava há três meses na fila pela cirurgia. Porém, salientou que a necessidade do procedimento já durava 49 anos: “Quando eu era criança, tive uma lesão, mas minha mãe, com receio, não deixou que me operassem. Eu procurava marcar [a cirurgia], mas sempre surgia um imprevisto”, comentou Maria Aparecida.
Acesso aos procedimentos
Os pacientes contemplados serão selecionados a partir da Central Estadual de Regulação, com base em critérios como gravidade clínica, tempo de espera e impacto funcional. É importante que o cidadão que aguarda procedimentos eletivos mantenha seus cadastros atualizados nas Unidades Básicas de Saúde para que possam ser comunicados por ocasião da marcação dos procedimentos.
“O contato para o chamamento dos pacientes que aguardam procedimentos é realizado, principalmente, por meio de ligação telefônica, neste sentido é fundamental que as informações cadastrais estejam corretas”, destacou o subsecretário de Estado de Contratualização da Saúde, Heber Lauar.
(Fotos: Mateus Siqueira/Governo ES)



