“A educação é a maior herança para os filhos”. Esses são os dizeres descritos na placa que fica na porta do auditório da Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Arnulpho Mattos, localizada na Rua Presidente Nereu Ramos, no Bairro República, em Vitória. A menos de 50 metros da escola está a residência da mãe do governador Renato Casagrande (PSB), Anna Venturim Casagrande, 91 anos. Foi nessa casa que morou também, desde os anos 70, o pai do governador, Augusto Casagrande, que faleceu no dia 25 de junho de 2014, aos 89 anos. Na ocasião, Casagrande encerrava o quarto ano de seu primeiro mandato à frente do Executivo Estadual.
E esta terça-feira (04/02) foi marcada por homenagens ao ‘Seu Augustinho Casagrande’ e aos seus familiares. O auditório da Escola Arnulpho Mattos leva o nome dele. A homenagem, feita pela direção da escola e pelos estudantes, emocionou o líder político capixaba; sua esposa, a primeira-dama Virgínia Casagrande; irmãos, filha e sobrinhos do governador, também presentes na escola. A presença do governador na Escola Arnulpho Mattos marcou a abertura simbólica do ano letivo de 2025. Mais cedo, ele esteve na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Mestre Álvaro, no bairro Eldorado, na Serra, também para celebrar a abertura do calendário escolar.
“Estamos celebrando o legado deixado por ‘Seu Augustinho’, que deixou a educação para os filhos”, resumiu o secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo. Antes da fala do secretário, uma aluna da Escola Arnulpho Mattos leu uma crônica, escrita por ela, também em homenagem ao pai do governador.
O deputado estadual Denninho Silva (União Brasil) foi quem sugeriu, quando ainda era vereador em Vitória, o nome de ‘Seu Augostinho’ para o auditório da escola. Denninho conviveu com o pai do governador, pois residia em Goiabeiras, vizinho ao Bairro República.
Emocionado, o governador subiu ao palco do auditório. Casagrande chegou a ficar com a voz embargada em alguns momentos, tendo sido aplaudido por estudantes e professores. Agradeceu em seu nome e em nome de sua família a homenagem prestada ao pai e falou dos investimentos feitos pelo Governo do Estado na educação:
“A homenagem ao meu pai e à minha família nos emociona muito. Neste momento, devemos passar duas importantes mensagens sobre a família. Primeiro, de que é importante mantermos os vínculos familiares. Não tem nada mais de importante do que a nossa família. Devemos sentir saudades daqueles que partiram, mas devemos também ter orgulho do que eles nos deixaram”, frisou Casagrande.
Aos estudantes, o governador deu outro ensinamento sobre família: “Devemos cuidar de nossos pais, que nos deram oportunidade para estudar. Meus pais, por exemplo, não tiveram oportunidade. Por isso, cada filho teve que sair cedo da roça, lá em Castelo, para estudar na sede do município, tendo que ficar na casa de tios. Quando chegou a minha vez de ir para a cidade, meus pais disseram: ‘Agora somos nós que vamos para a cidade com eles’. Logo depois, nos anos 70, viemos para Vitória e moramos aqui no Bairro República, que na época era um conjunto residencial da Cohab”, lembrou Renato Casagrande.
“Meu pai circulava muito pelo Bairro República, cultivava amizades. Ele gostava de cuidar de pessoas, de ouvir as pessoas, assim como minha mãe, também sempre muito paciente. Por isso, neste momento, posso garantir que toda minha família está muito feliz com essa homenagem. Agora, cabe a mim, ao Ricardo [Ricardo Ferraço, vice-governador do Estado e presente no evento] e minha equipe darmos oportunidade para que vocês continuem estudando”, pontuou Casagrande.
Depois do discurso, o governador conversou com a imprensa e falou mais sobre e homenagem:
“Sem dúvida é uma homenagem que a gente gostou muito, tem o nome do meu pai no auditório da Escola Arnulpho Mattos, que é uma escola vizinha à nossa casa aqui no Bairro República. E lógico que isso faz a gente lembrar muito dele, do cuidado que ele teve conosco, do incentivo que ele teve conosco. Foi um incentivo dele para que a gente pudesse estudar, ele não teve a oportunidade de estudar minha mãe não teve chance de estudar, mas eles não deixaram a gente sem estudar, eles apoiaram, ajudaram, incentivaram, obrigaram praticamente a gente. Então, a gente tem que agradecer muito a eles. Na hora que você faz uma homenagem, porque você eterniza o nome dele, um nome de auditório, isso faz a gente lembrar de fato de toda a convivência que a gente teve com ele e isso emociona toda a família.”



