O PDT da Serra, único município capixaba com segundo turno na eleição deste ano, emitiu nota na manhã deste sábado (12/10) descartando o apoio do PT ao candidato Weverson Meireles (PDT), protagonizou uma impressionante virada no primeiro turno e chega a este momento decisivo com larga vantagem em relação ao candidato Pablo Muribeca (Republicanos). Na nota, o partido alega que Weverson está sendo vítima de fake news por parte dos adversários e informa estar adotando providências no âmbito da Justiça tomando contra os propagadores de notícias falsas. Apoiado pelo atual prefeito serrano, Sérgio Vidigal (PDT), e pelo governador Renato Casagrande (PSB), além de centenas diversas outras lideranças, Weverson fechou o primeiro turno, realizado no domingo passado (06/10), 96.995 votos (39,66% dos votos válidos). Seu adversário, Muribeca, obteve 61.649 votos (25,21%).
Um dia depois do primeiro turno, o candidato do PT a prefeito da Serra, Roberto Carlos, que teve uma votação pífia – obteve apenas 7.509 votos, ficando na quinta colocação –, defendeu em suas redes sociais que o partido deveria apoiar Weverson agora segundo turno. A manifestação dele acabou provocando a onda de fake news contra o pedetista Weverson:
“Em resposta aos ataques infundados que circulam pelas redes sociais, o PDT da Serra esclarece que NÃO recebe apoio do PT no segundo turno da eleição municipal. Nossa única aliança formal [neste segundo turno] foi estabelecida com o PSDB, consolidando nossa parceria com os partidos já integrantes de nossa coligação. Não buscamos, nem pretendemos formalizar alianças com outros partidos além dos que já fazem parte do nosso grupo”, destaca a nota assinada pelo presidente Municipal do partido, Alessandro Comper.
A nota diz ainda: “Lamentavelmente, nosso candidato Weverson tem sido alvo de notícias falsas (fake news). Estamos tomando todas as medidas jurídicas necessárias para combatê-las. Até o momento, a Justiça já condenou o candidato Pablo Muribeca por disseminar fake news contra Weverson e Sérgio Vidigal, resultando em um total de cinco condenações. Continuamos comprometidos em promover o progresso de nossa cidade e assegurar uma eleição limpa e justa, mantendo um caminho seguro para a Serra, livre de riscos que possam comprometer nosso futuro”.
Desespero dos adversários
Em entrevista neste sábado, Alessandro Comper deixou claro o relacionamento nada confiável que o PT teve com o seu partido. “Em 2012, o PT participava ativamente da administração municipal da Serra, liderando o governo na Câmara de Vereadores durante todo o mandato. Dormimos como aliados e, de repente, acordamos e eles estavam na chapa como vice de Audifax Barcelos, sem terem dado qualquer explicação ou mantido conversas prévias”, lembrou o dirigente pedetista.
Em 2016, relembra Comper, o PT lançou sua própria candidatura à Prefeitura da Serra e atacou duramente o então candidato a prefeito, Sérgio Vidigal, chamando-o de traidor e golpista. Isso se deveu ao fato de que, em 2014, Vidigal, como deputado federal, votou a favor do impeachment da presidente Dilma Houssef (PT), contrariando as diretrizes nacionais do PDT, o que quase resultou em sua expulsão do partido.
“Na eleição de 2016, enquanto eles apoiavam Audifax, não conseguimos vencer no primeiro turno por uma margem de apenas 1.500 votos”, pontuou Comper. “Na eleição de 2020, o PT participava da gestão de Audifax Barcelos com algumas três secretarias, não lançou nenhuma candidatura, não declarou apoio formal a ninguém e não participou de nenhuma coligação”, completou.
E acrescenta: “Reitero o que foi dito anteriormente. O PDT da Serra descarta qualquer apoio do PT no segundo turno das eleições municipais. Nossa única aliança formal foi estabelecida com o PSDB, reforçando nossa parceria com os partidos já presentes em nossa coligação. Não buscamos, nem pretendemos estabelecer alianças com outros partidos fora deste grupo”.
Segundo Alessandro Comper, os adversários estão desesperados, sem nada de substancial para discutir. “Por isso, o recorrem repetidamente a notícias falsas. Nosso oponente e seus apoiadores já foram condenados em vários casos de disseminação de fake news, acumulando quase R$ 300 mil reais. Eles estão focando desesperadamente em propagar desinformação”, destacou.
Veja a nota do partido na íntegra:
“Em resposta aos ataques infundados que circulam pelas redes sociais, o PDT da Serra esclarece que NÃO recebe apoio do PT no segundo turno da eleição municipal. Nossa única aliança formal foi estabelecida com o PSDB, consolidando nossa parceria com os partidos já integrantes de nossa coligação. Não buscamos, nem pretendemos formalizar alianças com outros partidos além dos que já fazem parte do nosso grupo.
Lamentavelmente, nosso candidato Weverson tem sido alvo de notícias falsas (fake news). Estamos tomando todas as medidas jurídicas necessárias para combatê-las. Até o momento, a justiça já condenou o candidato Pablo Muribeca por disseminar fake news contra Weverson e Sergio Vidigal, resultando em um total de cinco condenações.
Continuamos comprometidos em promover o progresso de nossa cidade e assegurar uma eleição limpa e justa, mantendo um caminho seguro para a Serra, livre de riscos que possam comprometer nosso futuro.
Alessandro Comper, presidente do PDT Serra”
Em lados opostos
2012- Apesar de exercer a liderança do governo na Câmara de Vereadores, o PT da noite para o dia largou a mão do PDT e foi vice na campanha de Audifax Barcelos.
2016- O então deputado federal Sergio Vidigal votou a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Por ter contrariado a orientação nacional do partido, Vidigal quase foi expulso do PDT. A militância do PT chegou a fazer manifestação na porta da casa do hoje prefeito chamando-o de traidor e golpista.
2016 – O PT lança candidato próprio à Prefeitura Municipal da Serra. O PDT perdeu a eleição naquele ano pela falta de 1.500 votos no primeiro turno.
2020 – O PT não se aliou com nenhum partido na disputa municipal.
2024 – O PT lança candidatura própria na Serra no primeiro turno. O único partido que o PDT buscou diálogo no segundo turno foi o PSDB.



