A vice-governadora do Espírito Santo, a carioca Jacqueline Moraes (PSB), e a procuradora-geral de Justiça do Estado, a paulista Luciana Andrade, forjaram sua trajetória profissional por caminhos diferentes, porém, difíceis, de muita luta diária. A primeira, veio da periferia do Rio de Janeiro para residir também na periferia da Grande Vitória – bairro Flexal, em Cariacica –, e iniciou sua carreira profissional como vendedora ambulante – camelô. A segunda, nasceu em Taubaté, São Paulo, e desde 2003 reside na Capital capixaba, depois de ingressar, por meio de concurso público, no Ministério Público do Estado do Espírito Santo como promotora de Justiça Substituta.
Hoje, Jacqueline Moraes é a segunda autoridade política mais importante do Estado – à frente fica só o governador Renato Casagrande –, e Luciana Andrade comanda o Ministério Público Estadual, um dos mais importantes órgãos de fiscalização e combate a todos os tipos de crimes – sobretudo os cometidos por organizações criminosas ligadas ao narcotráfico, grupos de extermínio e à corrupção.
Jacqueline Moraes e Luciana Andrade, no entanto, têm muito em comum: diferente dos homens que já ocuparam os mesmos cargos onde elas estão hoje, as duas têm que provar a cada dia a sua capacidade técnica e ética. As duas, também, têm dissabores em comum: diariamente são atacadas por um pseudo jornalismo e por integrantes da velha política do Espírito Santo, que insistem em patrocinar factoides e fake news contra instituições e, em especial, a essas duas guerreira.
Mais uma vez, a vice-governadora foi vítima de um ataque rasteiro, grosseiro, preconceituoso e sexista. Um portal de notícias publicou um texto em que se refere a Jacqueline Moraes como uma “vira-lata” que “late” para proteger o governador Renato Casagrande (PSB). O dono do site escreveu que “a vice-governadora tem o atrevimento de uma ‘vira-lata’ que abana o ‘rabo’ para o dono e ‘late’ de longe, salivando ignorância quando o assunto é corrupção no Governo do Espírito Santo.”
Este mesmo site se tornou porta-voz de parte da oposição ao Governo do Estado, que usa o ‘veículo de comunicação’ para atacar o Ministério Público Estadual, o Judiciário e as forças policiais comprometidas com o combate ao crime organizado e à bandidagem em geral.
Sobre a procuradora-geral de Justiça, o mesmo site acusa que “já está ficando feio, com viés de crime, a relação da cúpula do Ministério Público estadual com o Poder Executivo.” Diz que, “além de todas as benesses questionáveis conquistadas em período recente – como concessão de centenas de cargos comissionados -, o Diário Oficial de ontem, 18, sai publicação, autorizando ao MP-ES cerca de R$ 37 milhões de verbas suplementares.”
O registro no parágrafo acima é mais uma interpretação que representa falta de conhecimento ou um gesto voluntário de mentir por parte do portal de notícias. O que o Governo fez foi cumprir normas constitucionais, ao abrir para o Ministério Público do Estado o Crédito Suplementar no valor de R$ 36.679.000,00 para o fim que especifica no pedido do órgão ministerial.
Todo mês, conforme reza a Constituição Federal, o Poder Executivo repassa aos demais Poderes – Ministério Público, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Assembleia Legislativa e Defensoria Pública Estadual – a parcela do duodécimo. Os recursos não usados pelos órgãos, entretanto, viram superávit e retornam aos cofres do Governo. Quando qualquer um desses órgãos precisa de recursos, para dar sequência a seus projetos, solicita valores de volta. É o que foi feito, de acordo com o que está no Diário Oficial do Estado de quinta-feira (19/05).
O site insinua que o governador Renato Casagrande liberou “a verba suplementar”, que na verdade se chama “crédito suplementar”, para o Ministério Público só porque a procuradora-geral de Justiça, Luciana Andrade, intimou o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), a prestar esclarecimentos a respeito de acusações de fatos que, segundo ele, seriam supostamente criminosos que teriam ocorrido no Executivo Estadual. No mesmo dia da fala de Pazolini – sábado, 14/05 –, a Procuradoria-Geral do Estrado encaminhou ofício ao Ministério Público Estadual solicitando a apuração de acusações de supostos crimes. Pazolini já foi intimado a apresentar as provas de suas acusações.
Os ataques à procuradora-geral de Justiça e ao Ministério Público Estadual são gratuitos e injustos. O site acusa o Parquet de montar uma “parceria nefasta em desfavor do contribuinte capixaba”, o que não é verdade. E cota que “é o cão de guarda do governador Renato Casagrande que descobriu nessa fragilidade de atribuição sua melhor defesa e sem maior potencial de ataque e destruição de honra dos seus detratores políticos…”
A vice-governadora do Estado, Jacqueline Moraes, e a procuradora-geral de Justiça, Luciana Andrade, têm também muitas virtudes em comum: elas são lutadoras, persistentes, guerreiras e competentes na sua profissão. Elas vão sobreviver aos ataques grosseiros, rasteiros, preconceituosos e sexistas, mentirosos e criminosos.



