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O secretário geral do Partido Democratas (DEM) no Espírito Santo, Ricardo Cordeiro, fez uma representação formal à Justiça Eleitoral, no último dia 25 de junho, contra o Partido Patriota, denunciando candidatura laranja na coligação que elegeu o vereador Sebastião Ary Corrêa (Patriota/Cachoeiro) nas eleições municipais de 2020. Na Representação, o DEM reforça o pedido de cassação do parlamentar.

De posse de documentação, Ricardo Cordeiro aponta como o parlamentar eleito se beneficiou de um suposto “esquema fraudulento, fazendo manobra para driblar a obrigatoriedade de 30% de candidatas mulheres, utilizando como laranja a candidata Maria Aparecida Quinelato.

A denúncia do DEM se junta a do Partido Ecológico Nacional (PEN), que, em dezembro de 2020, representado pelo sargento Paulo Sérgio, ex-candidato a prefeito de Cachoeiro, apresentou à Justiça Eleitoral vários prints de conversas em grupo de WhatsApp, onde os então pré-candidatos a vereador e vereadora recebem orientações da direção do Patriota.

Nessas conversas, a direção do Patriota pede doação em dinheiro para comprar uma câmera filmadora, com o intuito de utilizá-la para fazer alguns registros de mulheres em campanha e, com isso, se esquivar da denúncia de candidaturas laranjas. O registro em vídeo seria uma forma de se defender.

As conversas no grupo de WhatsApp revelam também que os candidatos homens da coligação combinaram de pagar R$ 25,00 por mês para, teoricamente, custear a compra da referida câmera filmadora, isentando as mulheres dessa despesa. Seriam 25 pré-candidatos doando esse valor mensalmente, depositado na conta do secretário do PEN, Romário Lopes Carvalho.

No entanto, aponta a denúncia do Sargento Paulo Sérgio, em prestação de contas apresentada pelo presidente do Patriota, Ary Corrêa, em maio de 2020, nenhum valor foi declarado e também nenhuma filmadora foi adquirida, conforme era a proposta do rateio do dinheiro. As doações deveriam totalizar aproximadamente R$ 2 mil.

O PEN, portanto, alega que o Patriota sequer poderia ter candidaturas nas eleições do ano passado já que cometeu crimes de apropriação indébita; caixa dois de campanha; e falsidade ideológica.

Fazendo coro a essa denúncia, o DEM apresentou ainda os argumentos que demonstram que Maria Aparecida Quinelato teria sido utilizada como candidata “laranja” para conseguir atingir o mínimo de mulheres, segundo exigência da lei eleitoral. Maria Aparecida Quinelato não prestou contas de sua campanha e não obteve nenhum voto, o que, para o DEM, demonstra “claramente a irregularidade”.