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Política

Juventude Socialista defende Renato Casagrande de críticas por receber Sergio Moro e afirma que ‘governador preza pelo diálogo’

Elimar Cortes 12 de Fevereiro de 2022 2 min de leitura
Juventude Socialista defende Renato Casagrande de críticas por receber Sergio Moro e afirma que ‘governador preza pelo diálogo’

 

O presidente da Juventude Socialista Brasileira no Espírito Santo, o advogado Jiberlandio Sahad, divulgou nota defendendo o governador Renato Casagrande (PSB) de ataques disparados, principalmente, de dirigentes do Partido dos Trabalhadores, por ter recebido, na manhã deste sábado (12/02), o pré-candidato a presidente da República pelo Podemos, o ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. O encontro de Casagrande e Moro, para um café da manhã, foi na Residência Oficial do Governador, na Praia da Costa, em Vila Velha.

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Na nota, Jiberlandio Sahad destaca que Renato Casagrande, além de sua representação institucional como governador, é uma liderança histórica dentro do PSB e filiado há 34 anos no partido. “O Podemos compõe a base do governo do Estado com um de seus principais quadros, o ex-prefeito de Viana, Gilson Daniel (atual secretário Estadual de Economia e Planejamento). O Governador já recebeu Ciro Gomes, Eduardo Leite (governador do Rio Grande do Sul), João Doria (governador de São Paulo), Cabo Daciolo, e, bem recentemente, o ex-governador baiano, senador Jacques Wagner, do PT (foto)”.

Com exceção de Jacques Wagner, os demais políticos são também possíveis candidatos à Presidência da República, nas eleições de outubro deste ano. “A Juventude Socialista se sente contemplada com atitude de seu líder (Casagrande), principalmente porque preza pelo diálogo, base e pilar dos princípios democráticos”, diz a nota.

Jiberlandio Sahad  prossegue dizendo que “a cultura do veto pelo simples veto não deve fazer parte do jogo político eleitoral. Patrulhamento ideológico, igualmente, não confere legitimidade a nenhum processo democrático”.

Segundo ele, “o próprio Lula, quando candidato a Presidente, se senta à mesa com lideranças de fora do seu espectro de alianças.  Haja vista o debate sobre a indicação do ex-governador tucano Geraldo Alckmin para compor a chapa petista”.

A nota conclui: “Renato Casagrande sempre se destacou como um progressista, foi e é um dos governadores críticos das ações do governo Bolsonaro (Jair Bolsonaro), e nem por isso, fecha as portas do Palácio Anchieta para seus ministros ou até mesmo para o Presidente. Assim funcionam as democracias”.

A birra dos petistas com Sergio Moro se chama Lava Jato. Como juiz federal em Curitiba, Moro foi o responsável pelos processos que colocaram na cadeia políticos do PT e de outros partidos – além de empresários –, acusados por um dos maiores escândalos de corrupção do mundo, que foi o desvio de bilhões de reais da Petrobras.

Foi Sergio Moro, ainda como juiz federal, quem condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em dois processos da Lava Jato: Tríplex do Guarujá e Sítio de Atibaia. No entanto, o Supremo Tribunal Federal “descondensou” o ex-presidente Lula, alegando que ele deveria ter sido julgado pela Justiça Federal do Distrito  Federal e não do Paraná. Desta forma, os dois processos – Tríplex do Guarujá e Sítio de Atibaia –, ao serem distribuídos na Justiça Federal, em Brasília, foram extintos pela prescrição.

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